Uma viagem ao Japão é muito mais do que um simples destino de férias — é uma imersão numa cultura completamente distinta onde a tradição e a tecnologia coexistem em perfeita harmonia. Entre templos antigos, iluminação vibrante, sushi fresco e comboios super-rápidos, o Japão é um país que nos surpreende a cada esquina.
Mas para viajar para o Japão com tranquilidade, é essencial preparar alguns detalhes práticos com antecedência. Neste guia, partilho contigo 11 respostas essenciais para te ajudar a planear a tua viagem para o Japão, desde documentos necessários, dinheiro, seguros de viagem e até a escolha do melhor SIM card.
Pronto para começar a planear a tua viagem ao Japão?
Que documentos são necessários para entrar no Japão?
Se estás a planear viajar para o Japão, há alguns documentos que deves preparar com antecedência. Segundo o Portal das Comunidades Portuguesas, os cidadãos portugueses não precisam de visto para entrar no Japão quando a viagem tem fins turísticos e uma duração inferior a 90 dias. Recomenda-se, no entanto, que o passaporte tenha uma validade mínima de 6 meses — ainda que o Japão não o exija formalmente, este é um requisito comum em muitos países asiáticos. Deverás também ter um voo de entrada e saída do país e um seguro de viagem válido que cubra despesas médicas e emergências, já que o sistema de saúde japonês pode ser caro para estrangeiros.
Em resumo, para entrar no Japão precisarás de:
- Passaporte com validade mínima de 6 meses;
- Voo de entrada e saída do país;
- Seguro de viagem com cobertura médica.
Dica: leva também uma cópia digital do passaporte e da apólice de seguro — pode facilitar bastante em caso de imprevisto.
Qual é o melhor aeroporto para voar para o Japão?
Os voos entre Portugal e o Japão chegam normalmente por dois grandes aeroportos: o Narita International Airport (Tóquio) e o Kansai International Airport (Osaka).
Na prática, isto significa que podes voar para o Japão tanto por Tóquio como por Osaka, dependendo do teu roteiro e do preço dos voos no momento da reserva. Regra geral, os voos para Osaka tendem a ser ligeiramente mais baratos, mas vale sempre a pena comparar preços nas datas específicas da tua viagem.
E neste tópico, deixo-te uma dica de ouro que gostava que me tivessem dito antes da minha viagem - verifica se não compensa entrar por uma cidade e sair por outra. Teoricamente, o valor dos voos será mais caro, mas pode-te compensar em termos de tempo e dinheiro.
Se tiveres de regressar à mesma cidade apenas para apanhar o voo de volta, terás de pagar o bilhete de comboio bala entre Tóquio e Osaka (cerca de 100 € por pessoa) e provavelmente gastar mais uma noite de alojamento, o que encurta um dia de viagem útil. Nós, por exemplo, voámos com a KLM de e para Tóquio, e só o regresso à cidade custou-nos cerca de 350 €.
Por isso, antes de comprar os voos, faz as contas. Em muitos casos, chegar por Tóquio e sair por Osaka (ou o contrário) é a opção mais eficiente.
Qual é a melhor altura para visitar o Japão?
Na minha opinião, a melhor altura para visitar o Japão é na Primavera (março a maio) e no Outono (setembro a novembro).
A Primavera é, sem dúvida, a época mais procurada para viajar para o Japão, especialmente entre o final de março e o início de abril, quando acontece a sakura, o período em que as cerejeiras florescem e transformam os jardins num mar de tons rosa. É uma das imagens mais icónicas do Japão, mas também uma das alturas mais caras, devido à enorme afluência de turistas.
O Outono é igualmente encantador e, para muitos, viajantes, até mais agradável. As temperaturas são amenas e as paisagens pintam-se de vermelho e dourado, fenómeno conhecido como momiji e que descreve a mudança de cor das folhas.
Já o Verão é a altura mais quente para visitar o Japão, com temperaturas que podem ultrapassar os 35ºC. Nós chegamos a apanhar 37ºC em Osaka e não recomendo!
Por outro lado, o Inverno é ideal para quem gosta de neve e desportos de Inverno, com regiões como Hokkaido e Nagano a oferecerem excelentes pistas de esqui. Ainda assim, é uma época menos indicada para quem quer explorar cidades e templos, devido ao frio e à neve.
Como devo fazer compras e pagamentos no Japão?
A moeda oficial do Japão é o iene (¥). O Japão é um país desenvolvido e altamente tecnológico, onde os cartões bancários são amplamente utilizados. Nos grandes centros urbanos, como Tóquio, Osaka e Quioto, vais conseguir pagar com cartão bancário na maioria das lojas, hotéis e restaurantes. Nós usamos o Revolut durante toda a viagem e funcionou perfeitamente, já que quase todos os estabelecimentos tinham Terminal de Pagamento Automático (TPA).
Ainda assim, convém ter algum dinheiro em numerário. Muitos transportes públicos, máquinas de bilhetes de metro e alguns autocarros não aceitam cartão, e pode ser aborrecido ter de procurar uma ATM à última da hora.
Dica: levanta ou troca entre 50 a 100 € em ienes à chegada ao país, apenas para cobrir estas pequenas despesas. Para o resto, usa o cartão Revolut, Wise ou outro cartão internacional.
Em relação aos transportes públicos, em Tóquio podes usar os cartões Suica ou Pasmo, que facilitam muito a mobilidade e evitam o pagamento individual de cada bilhete. Nós optámos por não comprar no início da viagem e arrependemo-nos! Acabámos por usar o metro muitas mais vezes do que tínhamos previsto e foi cansativo estar sempre a contar trocos.
Há uns tempos escrevi um artigo sobre taxas de câmbio e sobre como perceber o que é uma “boa taxa de câmbio”. Podes consultar o artigo aqui - 6 passos para calcular uma taxa de câmbio em viagem.
É seguro viajar no Japão?
Ora bem ... Se há país onde este tópico seria absolutamente desnecessário, esse país é, sem dúvida, o Japão. Ainda assim, e para manter a consistência com os outros destinos aqui do blog, decidi incluí-lo, té porque falar sobre segurança no Japão é, na verdade, uma forma de reforçar o quanto é tranquilo viajar neste país.
O Japão é um dos países mais seguros do mundo, em todos os sentidos. Se já me segues há algum tempo, sabes que viajei sozinha muitas vezes e que tenho alguma experiência em países asiáticos, que são, em geral, bastante seguros. Mesmo assim, é difícil comparar a sensação de segurança que se vive numa viagem ao Japão.
Enquanto mulher, posso dizer-te que foi o único país onde nunca senti receio de andar sozinha à noite, mesmo em ruas secundárias ou locais completamente vazios. A taxa de criminalidade é baixíssima, e até pequenos furtos, como o pickpocket, praticamente não existem — mesmo em grandes cidades como Tóquio ou Osaka.
Não há nada como viajar com a tranquilidade de saber que estás num lugar seguro, onde o respeito e a confiança fazem parte da cultura. Aproveita!
Devo fazer um seguro de viagem para o Japão?
Sim — fazer um seguro de viagem para o Japão é absolutamente essencial (e, na verdade, devia ser obrigatório em qualquer viagem internacional). Um bom seguro protege-te não só em situações logísticas, como atrasos de voos ou extravio de malas, mas principalmente em casos de emergência médica.
Apesar de o Japão ter uma excelente rede hospitalar, os cuidados de saúde para estrangeiros são caros, e uma simples consulta pode custar várias centenas de euros. Com um seguro de viagem, estás protegido contra essas despesas e tens acesso a um serviço de assistência 24 horas, que te orienta para o hospital mais próximo e trata de toda a burocracia por ti.
Em todas as minhas viagens uso o Seguro de Viagem da IATI e inclusivamente já o tive de ativar (durante a minha gravidez, na Tailândia). Em poucos minutos, fui reencaminhada para um hospital, recebi o tratamento necessário e não paguei nada do meu bolso. Toda a parte administrativa foi tratada entre a IATI e o hospital.
É um serviço que recomendo e que acho essencial para qualquer viagem. Se fizeres o teu Seguro de Viagem através deste link tens direito a um desconto direto de 5%.
E se quiseres saber mais sobre como escolher o seguro ideal, lê também este artigo - Seguro de viagem – como fazer e qual o melhor?
O que devo ter em conta em termos de saúde no Japão?
O Japão é um país extremamente desenvolvido e possui uma rede de saúde de excelente qualidade. É também um destino muito seguro em termos de higiene e segurança alimentar, por isso dificilmente terás problemas de saúde durante a tua viagem — pelo menos não mais do que terias em qualquer país europeu.
Mesmo assim, gosto sempre de levar uma pequena farmácia de viagem, com os medicamentos básicos para situações comuns como problemas gastrointestinais, alergias, enjoos ou picadas de mosquitos. Se quiseres saber exatamente o que levo comigo, deixo-te este artigo, Farmácia de viagem – a lista de medicamentos que deves levar.
Embora o sistema de saúde japonês seja de elevada qualidade, é importante fazer a Consulta do Viajante antes da tua viagem ao Japão. No meu caso, não precisei de vacinas adicionais porque já tinha as vacinas atualizadas por viajar frequentemente pela Ásia. No entanto, o médico da consulta poderá recomendar algumas vacinas preventivas e prescrever a medicação que deverás levar contigo.
Podes marcar esta consulta gratuitamente através do SNS, ou em regime privado, se preferires mais flexibilidade de horários. Se quiseres saber como funciona, onde marcar e quando fazer, espreita este artigo,
Consulta do Viajante – o que é e para que serve.
Como ter internet e fazer telecomunicações no Japão?
O Japão é um país bastante desenvolvido, com uma extensa rede de telecomunicações. Na minha viagem, optei por usar um cartão local, ao invés de recorrer aos serviços de roaming que são, geralmente, muito mais caros. No que toca às comunicações, tens duas opções:
- Comprar um e-sim com antecedência e ativá-lo no dia da viagem. Desta forma, terás acesso à internet assim que aterrares no Japão. A grande vantagem dos e-SIM é que são muito práticos e fáceis de instalar. Plataformas como a Holafly oferecem planos específicos para o Japão com bons preços;
- Comprar um cartão SIM à chegada, no aeroporto. Esta opção é ligeiramente mais barata, mas implica que te desloques a um balcão, no terminal das chegadas.
Na minha viagem ao Japão optei por comprar um cartão SIM no Aeroporto de Narita. Escolhi esta opção porque, honestamente, não tive tempo de tratar deste assunto com antecedência. Foi a primeira viagem com um bebé e, como deves imaginar, andei a mil nos dias antes de partir.
No aeroporto não escolhi nenhuma loja em específico. Fui ao primeiro balcão com SIM Cards que encontrei (estava bastante confiante na rede japonesa, e a verdade é que não desiludiu). Comprei um cartão pré-pago com um plano com 50 GB para 90 dias e paguei 7920 YEN (o que corresponde a aprox. 46€).
Dica: tem atenção à partilha de dados móveis. Tanto os eSIMs como os cartões físicos costumam ter limites diários de hotspot, por isso a ideia de “comprar um cartão SIM para duas pessoas” nem sempre resulta.
Preciso de um adaptador de tomadas para o Japão?
Sim, no Japão as tomadas são diferentes das europeias. O país utiliza tomadas do tipo A e B, com dois pinos planos paralelos e uma voltagem de 100V. Por isso, é recomendável levar um adaptador universal, como este, de preferência com várias entradas USD, para conseguires comprar vários equipamentos ao mesmo tempo.
Dica: Se te esqueceres, não há problema. Encontras adaptadores à venda com facilidade, em supermercados como o 7-Eleven ou Family Mart.
Qual é a diferença horário entre Portugal e o Japão?
O fuso horário do Japão está 8 a 9 horas à frente de Portugal, dependendo da época do ano:
- De outubro a março, durante o nosso horário de inverno, são +9 horas;
- De março a outubro, durante o nosso horário de verão, a diferença é de +8 horas.
E aqui vai uma dica prática que aprendi da pior forma: leva uma venda para dormir!
Na minha primeira noite em Tóquio, acordei às 4h30 da manhã com a luz a entrar no quarto. O Japão está numa latitude mais elevada do que Portugal e, por isso, os dias são mais longos — e, para complicar, a maioria dos alojamentos não tem estores nem persianas.
Se queres descansar bem e evitar o choque do fuso horário, uma boa venda para os olhos pode ser o teu melhor aliado!
Que contactos de emergência que devo ter?
Felizmente, o Japão é um dos países mais seguros do mundo — mas é sempre importante viajar preparado e saber quais são os principais contactos de emergência.
Guarda estes números no teu telemóvel antes de embarcar:
Números de emergência no Japão:
- Polícia: 110
- Bombeiros: 119
- Emergência médica: 119
- Linha de mensagens em caso de catástrofes naturais: 171
Dica: Em situações de catástrofe natural (como terramotos ou tufões), o número 171 permite deixar e ouvir mensagens de voz para informar familiares ou amigos sobre o teu estado — um sistema muito usado no Japão em situações de emergência.
Se precisares de apoio consular, guarda também o contacto da Embaixada de Portugal em Tóquio:
1-10-3 Hiroo, Shibuya-ku, Tóquio 150-0012
+81 3 5276 4441
Espero que este guia te tenha sido útil e que te ajude a planear a tua viagem para o Japão. Se tiveres dúvidas ou quiseres partilhar a tua experiência, deixa um comentário, terei todo o gosto em ajudar no que conseguir.
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